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28/03/2014

OURO: aprendiz Adriele é a primeira medalhista do Brasil nos Jogos Para-Sulamericanos do Chile



Publicado pelo CPB 

 No primeiro dia de competição do atletismo nos Jogos Para-Sulamericanos, em Santiago, Chile, os brasileiros conquistaram oito medalhas. Nesta quinta-feira, 27, o hino nacional do Brasil foi executado quatro vezes no Estádio Nacional. Além dos quatro ouros, atletas brasileiros ainda conquistaram mais duas pratas e dois bronzes. 

Adriele de Moares, 22, foi a primeira medalhista do dia de abertura. Competindo no salto em distância, classe T20 (deficiência intelectual), ela fez a marca de 4,80m para garantir o ouro. “Eu não esperava vencer. Vim para brigar pelo segundo lugar, mas as coisas deram certo e estou feliz e surpresa por esta conquista”, comemorou. 


No atletismo desde os 13 anos de idade, Adriele de Moraes começou a praticar o esporte para auxiliar no aprendizado escolar, e hoje planeja uma carreira vitoriosa. “Tenho que melhorar a minha técnica para aumentar a minha marca. Esse ouro me deu confiança e ainda neste ano vou saltar acima dos cinco metros”, disse a brasiliense.

Os outros três ouros do atletismo saíram com Diogo da Silva, 100m classe T12. Ele fez o tempo de 12s09 na final; Davi de Souza, 100m T13; e com Alice Corrêa, 100m T12, que na união das classes funcionais dividiu o pódio com as compatriotas Lorena Spoladore e Thalita da Silva, segunda e terceira colocadas, respectivamente.

Por fim, as outras duas medalhas do dia saíram das provas de campo. Raissa Rocha, F54, ficou com o bronze no lançamento de dardo (14,53m), e João Victor Silva ganhou a prata no lançamento de disco ao lançar 38m10. 

Halterofilismo 

O Brasil voltou a medalhar no halterofilismo. Depois de duas medalhas na quarta-feira, 26, Bruno Silva conseguiu o terceiro lugar na classe até 59kg. Ele levantou 102kg na barra e foi superado pelo colombiano Javier Enrique (110kg) e pelo chileno Juan Carlos (177kg).

Basquete em cadeira de rodas 

A seleção brasileira de basquete em cadeira de rodas segue com 100% de aproveitamento nos Jogos Para-Sulamericanos. Nesta quinta-feira, 27, a equipe venceu o Chile por 86 x 20. O último jogo da fase de classificação será sexta-feira, 28, contra a Venezuela, às 16h30. O torneio da modalidade é classificatório para Jogos Parapan-Americanos de Toronto-2015. 

Informações da Assessoria de Imprensa do Comitê Paralímpico Brasileiro 

15/03/2014

Vídeo italiano responde à pergunta: "Que tipo de vida meu filho com Down vai ter?"

A agência italiana Saatchi & Saatchi aproveitou uma mensagem enviada por uma futura mãe para criar a nova campanha da CoorDown, organização de apoio à Síndrome de Down. 

 "Que tipo de vida o meu filho vai ter?", perguntou a mulher assim que descobriu que o filho teria a síndrome. No vídeo, a resposta é dada por 15 jovens com a síndrome. Realmente muito bonito! 

 Feito para o Dia Mundial da Síndrome de Down, celebrado em 21 de março, o anúncio traz o conceito "Todo mundo tem o direito de ser feliz". Este é o terceiro ano de trabalho da Saatchi com a CoorDown. As duas últimas campanhas ganharam 11 Leões em Cannes para a agência.

 

17/09/2013

Hiago conquista medalha de ouro nos Jogos Escolares do Reino Unido. Brasil leva sete medalhas ao todo!


Com informações da CPB 

 A jovem equipe brasileira que participou dos Jogos Escolares do Reino Unido encerrou a competição com sete medalhas conquistadas, sendo dois ouros, três pratas e dois bronzes. Oito atletas das modalidades atletismo e natação representaram o Brasil no torneio, que foi disputado em Sheffield, na Inglaterra, entre quinta-feira, 12, e domingo, 15. Mais de 600 estudantes de todo o Reino Unido participaram da competição, que reuniu atletas com e sem deficiência. O atleta da Equipe da APAE do Distrito Federal, Hiago Moreira dos Santos, conquistou o primeiro lugar no Santo em Distância (classe T20) com a marca de 6m15. 

No atletismo, as demais medalhas brasileiras foram conquistadas por Gabriela Mendonça Ferreira (classe T13), ouro no salto em distância e prata nos 100m e Davi Wilker de Souza (classe T13), prata nos 200m.

Já as três medalhas da natação vieram com um único atleta. Luis Henrique Sieiro Lopez Ramirez (classe S14) levou uma prata nos 100m livre e FOTO INGLATERRA SET 02dois bronzes nos 100m costas e 200m medley.

Todos os atletas brasileiros presentes no evento participaram das Paralimpíadas Escolares e cinco deles integraram o Projeto Jovens Paralímpicos, que selecionou 14 atletas das Paralimpíadas Escolares de 2012 para uma semana de treinamento na cidade de Maringá, no Paraná. 

Confira todos os resultados dos jovens atletas brasileiros presentes nos Jogos Escolares do Reino Unido: 

Atletismo
  • Hiago Moreira dos Santos Silva (Distrito Federal) – classe T20, primeiro lugar no salto em distância (6m15) 
  • Davi Wilker de Souza (Mato Grosso do Sul) – classe T13, ficou em sexto lugar nos 100m (12”22) e segundo lugar nos 200m (23”84)
  • Gabriela Mendonça Ferreira (Mato Grosso do Sul) – classe T13, primeiro lugar no salto em distância (4m35) e em segundo lugar nos 100m (13”33)
  • Ian Carlos de Oliveira dos Santos (Espírito Santo) – classe T47, quinto lugar nos 100m (12”15) e quarto lugar nos 200m (24”67)
  • Técnico: Fábio Leandro Breda (São Paulo) 


Natação
  • Alan Augusto da Silva Santos (São Paulo), sexto lugar nos 100m borboleta – S12 (1’22”50) e foi desclassificado na prova de 100m peito – SB12 
  • Luis Henrique Sieiro Lopez Ramirez (São Paulo), terceiro lugar nos 100m costas – S14 (1’12”32); segundo lugar nos 100m livre – S14 (59”79) e terceiro lugar nos 200m medley – SM14 (2’36”71)
  • Maressa Calmon Rodrigues (Rio de Janeiro), quarto lugar nos 100m costas – S11 (1’41”41), e oitavo lugar nos 50m livre S11 fez 45”41. 
  • Tamiris Hintz (Santa Catarina), quarto lugar nos 100m livre S10 (1’23”80) e nono lugar nos 100m peito SB9 (2’01”23)
  • Técnico: Adalberto Aparecido de Souza (São Paulo) 


13/09/2013

Jogos Escolares: nosso atleta Hiago Moreira já está na Inglaterra


Com informações do CPB 
Foto: Chris Radburn / Press Association

Um grupo de oito atletas brasileiros embarcou rumo à Inglaterra no último dia 9 para participar dos Jogos Escolares do Reino Unido, em Sheffield, de 12 a 15 de setembro. A competição reafirma o comprometimento das relações esportivas paralímpicas entre os dois países, iniciado no ano passado. Na imagem, o aprendiz da APAE/DF, Hiago Moreira dos Santos (está ao centro, na foto acima), já aprece interagindo com outros atletas da competição, na Aldeia do Atleta, enquanto aguarda seus dias e horários de prova. Hiago atua nas modalidades de Saldo em Distância e nas provas de 100 e 200 metros. Ao seu lado, os ingleses Alasdair Wright e Lucy McKenzie, além de outro brasileiro, Ian Carlos de Oliveira Santos, do Espirito Santo (à esquerda).


No ano passado, o Comitê Paralímpico Brasileiro (CPB) participou com seis atletas na natação e no atletismo neste mesmo evento. Para 2013, um aumento de representantes foi conquistado, nas mesmas modalidades, sendo quatro em cada. 

Todos os atletas convocados competiram nas Paralimpíadas Escolares e grande parte começou no Clube Escolar Paralímpico, que patrocina 24 projetos no atendimento esportivo para alunos com deficiência física, visual e intelectual. Além disso, cinco deles participaram, em julho, do Projeto Jovens Paralímpicos, que selecionou 14 atletas das Paralimpíadas Escolares de 2012 para uma semana de treinamento na cidade de Maringá, Paraná.


Para o coordenador do Desporto Escolar do CPB, Ramon Pereira de Souza, este é um grande passo para a renovação de atletas. “Temos a convicção de que os atletas selecionados nos projetos do CPB, em breve, representarão o Brasil em competições de maior impacto internacional, assim como Alan Fonteles, também oriundo das Paralimpíadas Escolares e, hoje, recordista Mundial”, ressaltou. Os Jogos Escolares da Inglaterra têm a participação conjunta de atletas com e sem deficiência, respeitando as devidas limitações. 

Veja quem está representando o Brasil no Reino Unido:

Natação 
Luis Henrique Sieiro Lopez Ramirez S14 (São Paulo) 
Maressa Calmon Rodrigues S11 (Rio de Janeiro)
 Alan Augusto da Silva S12 (São Paulo)
 Tamires Hintz S10 (Santa Catarina)

 Atletismo 
 Ian Carlos de Oliveira T46 – F46 (Espírito Santo)
 Gabriela Mendonça Ferreira T 13 – F13 (Mato Grosso do Sul)
 Davi Wilker de Souza T13 (Mato Grosso do Sul)
 Hiago Moreira dos Santos Silva T20 (Distrito Federal)





25/08/2013

Mais um atleta da APAE-DF é convocado para representar o Brasil num mundial


Depois de Adriele de Moraes, outro jovem atleta da APAEDF também foi convocado pelo Comitê Paralímpico Brasileiro para representar o Brasil num campeonato mundial. Será Hiago Moreira dos Santos, que vai participar do SAINSBURY'S SCHOOL GAMES 2013, entre os dias 12 e 15 de setembro, em Sheffield, na Inglaterra.

As professoras Andrea Raulino, Dione Favero, familiares e toda a equipe da APAE-DF parabenizam por essa sua conquista, Hiago. Boa sorte e muito sucesso!!!

Mais informações sobre a competição estão no site oficial:

01/08/2013

Espanha tem sua primeira vereadora com síndrome de Down


Fonte: EFE/Terra
 
Emocionada, Ángela Bachiller se tornou na segunda-feira (29) a primeira vereadora com síndrome de Down da Espanha, na cidade de Valladolid, de 311.000 habitantes.
 
Ángela tomou posse no meio de uma grande expectativa e admiração dos vallisoletanos por sua "coragem" e seus anos de luta pela normalização e integração de pessoas portadoras de necessidade especiais, como ela.
 
A jovem auxiliar administrativa, sentada hoje nas cadeiras do Partido Popular (PP), de centro-direita, com sua medalha de vereadora ao pescoço, é a imagem da igualdade, e vai ser uma vereadora mais "preparada", "educada", "discreta", como a definiu sua mãe Isabel Guerra.
 
Ángela jurou lealdade ao rei Juan Carlos I e a cumprir a Constituição diante dos flashes de muitos membros da imprensa interessados em registrar o momento inédito.
 
Ángela Bachiller se candidatou às últimas eleições municipais de Valladolid, que aconteceram em maio de 2011, na lista do PP, e após a renúncia do vereador Jesus García Galván, acusado de corrupção urbanística, se apresentou para ocupar a vaga.
 
"Obrigado por tudo, por terem confiado em mim", disse ao término da sessão plenária, em entrevista coletiva, acompanhada do prefeito de Valladolid, Javier León de la Riva, tão emocionada que não conseguiu dizer mais nada.
 
 
León de la Riva disse que o caso de Ángela é um exemplo da política da prefeitura a favor da integração dos portadores de deficiência, e lembrou que na última legislatura teve o primeiro cadeirante da Espanha.
 
Sua família "lutou desde o minuto em que nasceu", disse à imprensa a mãe da nova vereadora.
 
Isabel Guerra, enfermeira de profissão, se mostrou orgulhosa da filha, por sua "coragem" e por "não jogar a toalha", embora reconheça que nunca tenha imaginado que pudesse chegar a ser vereadora.
 
A receita para alcançar essa posição na vida foi "muito amor, muita disciplina, muito trabalho e uma vida normal em tudo", disse a mãe de Bachiller. E o conselho materno é para que Ángela aprenda e desfrute desta experiência como vereadora para que o passo dado "deixe de ser visto como extraordinário e passe a ser normal".
 
Neste dia tão especial, Ángela Bachiller esteve cercada pelos pais, sua irmã Lara, seus avôs Juani e Ángel, que mesmo aos 86 anos não abriram mão de ver este momento, e seus companheiros da Associação Síndrome de Down.

 

23/07/2013

Jovem com síndrome de down desenha números das camisas do Barcelona para amistoso contra o Santos


No próximo dia 02 de agosto, o Barcelona usará uniformes com um detalhe diferente no torneio amistoso (troféu Joan Gamper) que será disputado contra o Santos. Os números nas camisas dos jogadores foram desenhados por Anna Vives, uma jovem catalã que poussui a síndrome de down.
Anna é atendida pela Fundação Itinerarium em seu país. Ela tem um site próprio (annavives.com) e já fez outras ações, como escrever no capacete do piloto de MotoGP Jorge Lorenzo e produzir coleções de roupas e acessórios com sua tipografia.
Depois da partida, que vai marcar a estreia do atacante Neymar pelo Barcelona, as camisas serão autografadas e leiloadas para o projeto BOX21, do qual Anna é uma das mais envolvidas e que busca fundos para aproximar as pessoas com deficiência intelectual do esporte.

22/07/2013

Adriele conquista o quinto lugar no Mundial de Atletismo na França



Informações da CBP 

No terceiro dia do Mundial de Atletismo Paralímpico em Lyon, na França, a atleta Adriele de Moraes (da equipe da APAE-DF e da classe T20) disputou a final do salto em distância e ficou em quinto lugar, com a marca 4.94m. Foi uma grande conquista para nossa aprendiz, que já era recordista nacional da mesma modalidade. Agora ela é a quinta melhor do mundo.



A Seleção Brasileira também conquistou outros grandes resultados. Além das duas medalhas de ouro de Yohansson do Nascimento e Verônica Hipólito, os brasileiros conquistaram seis medalhas de bronze, nesta segunda, 22, na pista e no campo do Stade Du Rhône, em Lyon, na França. 

O dia começou com o terceiro lugar do gaúcho Alex Douglas Silva, na prova de 800m, classe T46, com o tempo de 1m56s45. Alex havia conquistado a prata nos 5.000m, no último sábado e ainda lutará por medalha na prova dos 1500m.

A segunda medalha veio com a goiana Shirlene Santos Coelho, F37, com a marca de 10.19m, na prova de arremeso de peso. Teresinha Correia dos Santos também conquistou o terceiro lugar, porém, na prova dos 400m, T46, com 59s31. 

O acreano Edson Cavalcante Pinheiro conquistou o quarto bronze do dia, na disputa dos 100m, T38, com 11s30. O jovem Yeltsin Jacques, de 20 anos, que participa de seu primeiro mundial, também ficou em terceiro nos 800m, T12 , com 1min56s59. 

O último bronze do Brasil veio com Claudiney dos Santos, com a marca 45.65m, no arremesso de peso, classe F57/58. Leonardo Amâncio disputou a mesma prova e terminou em quarto.

O Brasil não garantiu a vaga na final do revezamento 4x100m, classe T11- T13, pois foi desclassificado. 

Terezinha Guilhermina, Jerusa Santos e Jhulia Karol disputaram a semifinal nos 100m, T11, e passaram para a final que será nesta terça-feira, 23.




18/07/2013

Cientistas "desligam" cromossomo extra que provoca a síndrome de Down


Fonte: Estadão 
Por Erton Escobar

Aproveitando uma "ferramenta genética" inerente ao genoma das mulheres, pesquisadores dos Estados Unidos e do Canadá conseguiram desligar a cópia extra do cromossomo 21 que causa a síndrome de Down. 

A pesquisa foi feita exclusivamente in vitro, utilizando células em cultura, e não há perspectiva de que ela possa produzir uma "cura" para a síndrome. Ainda assim, o estudo traz a primeira demonstração prática de que terapias cromossômicas poderão se tornar algo factível no futuro para o tratamento de sintomas associados ao Down e outras síndromes causadas pela duplicação de um cromossomo (chamadas trissomias). 

"É uma ideia genial, totalmente inovadora", disse ao Estado a geneticista Maria Isabel Melaragno, da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), após ler o trabalho, publicado no dia 16 pela revista Nature. 

O experimento foi realizado com células-tronco de pluripotência induzida (iPS) derivadas de um paciente com síndrome de Down. O que os cientistas fizeram foi inserir no cromossomo extra das células a cópia de um gene conhecido como XIST, normalmente responsável por "silenciar" (ou desligar) uma das cópias do cromossomo X nas mulheres. O efeito foi o mesmo: o XIST desativou os genes do cromossomo 21 extra, fazendo com que as células funcionassem geneticamente como células normais. 

"O que eles fizeram, essencialmente, foi inserir um ‘interruptor’ genético que permite ligar ou desligar o cromossomo inteiro”, explica a pesquisadora Lygia Pereira, da Universidade de São Paulo. (USP). “É um truque engenhoso. Eles pegaram essa ferramenta natural de silenciamento do cromossomo X e usaram para silenciar um outro cromossomo.”

A pesquisa foi liderada por Jeanne Lawrence, da Faculdade Medicina da Universidade de Massachusetts, nos EUA. O trabalho foi submetido à Nature para publicação em maio de 2012, mas só foi formalmente aceito pela revista no mês passado, após mais de um ano de revisão, o que dá uma ideia da complexidade do projeto.

Aplicações. A implicação mais “futurista” do trabalho, segundo os autores, é colocar a síndrome de Down na lista de doenças que poderão se beneficiar de terapias gênicas – ou cromossômicas – no futuro. Em nenhum momento, porém, os cientistas falam em reverter completamente o quadro (“curar”) da trissomia. 

“Os efeitos da trissomia do cromossomo 21 na síndrome de Down já ocorrem desde o início do desenvolvimento embrionário; não há como reverter isso”, explica Maria Isabel, da Unifesp. Segundo ela, porém, é factível pensar em terapias capazes de evitar alguns dos efeitos adversos da síndrome, como doenças hematológicas e neurológicas, que com frequência afetam os pacientes. Ela destaca que esse é o “apenas o primeiro passo para investigações na pesquisa básica com aplicação clínica futura”. 

A contribuição mais certa e imediata da técnica, segundo os especialistas, será como ferramenta de pesquisa, para o entendimento dos mecanismos genéticos e biológicos por trás da síndrome de Down e outras alterações cromossômicas (como as trissomias dos cromossomos 13 e 18, que são letais nos primeiros anos de vida). Algo que, por sua vez, poderá servir para o desenvolvimento de novas drogas e terapias. 

A técnica permite criar modelos celulares que reproduzem a biologia da doença in vitro, e que podem ser geneticamente modificados para o estudo de mecanismos e intervenções específicas. Algo que já era feito com genes individuais, e agora poderá ser feito com cromossomos inteiros.

"Do ponto de vista prático, de aplicação terapêutica direta, há uma luz no fim do túnel, mas acho que ela é muito pequena", afirma Lygia Pereira, da USP. "O grande impacto será na construção de modelos celulares para entender os mecanismos das doenças."


17/03/2013

Ariel conseguiu! Conheceu o ídolo Sean Penn!


Publicado pela Veja São Paulo 

Depois de fazer sucesso com uma campanha #VemSeanPenn na internet para trazer Sean Penn ao Brasil, o ator Ariel Goldenberg enfim realizou seu sonho de conhecer o astro hollywoodiano. Na sexta-feira (15), Penn recebeu Ariel e Rita Pokk, sua esposa e também integrante do elenco de Colegas em sua casa na praia de Malibu, em Los Angeles. Segundo a equipe do filme, o encontro foi surpresa: Penn não sabia que o casal planejava ir pessoalmente até sua mansão para entregar uma cópia do filme. Na cara e coragem, eles tocaram a campanhia e, para sorte deles, Penn reconheceu Ariel e os convidou para entrar. Ainda emocionado, o ator, que tem Síndrome de Down, falou, direto dos Estados Unidos, com a equipe da Veja São Paulo sobre o tão esperado encontro com o ídolo: 

 Como foi o momento do encontro de vocês? 
 Foi uma delícia. O Sean Penn é muito simpático e humilde. Ficamos mais de três horas conversando na casa dele. Ele nos levou para conhecer sua praia particular e, depois, até fez um churrasco para a gente! 

Qual foi o momento mais emocionante da conversa? .
Contei para ele que adorei o Uma Lição de Amor (2001), em que ele interpreta um deficiente mental. Para minha surpresa, ele resolveu me presentear com o certificado original de sua indicação ao Oscar por este filme. Além de vir em uma moldura, ele também me deu um pôster do filme autografado. 

 Ele assistiu o vídeo da campanha #VemSeanPenn? 
 Sim, ele viu! Ele disse que diversas pessoas mostram o vídeo para ele. Para nossa produtora, ele comentou que estava viajando a trabalho no Haiti e, por isso, não poderia vir. 

E como vocês chegaram até a casa dele?
Viajamos para os Estados Unidos sem ter nenhum contato dele. Procuramos na internet onde poderia ser a casa dele e fomos até lá bater. Deu certo: ele me reconheceu da campanha na internet e fez questão de nos receber.

Veja o vídeo que gerou a campanha #VemSeanPenn:

10/09/2012

Remédios para combater Alzheimer podem ajudar pessoas com Síndrome de Down

 
Veiculado no Fantástico
 
“Eu durmo Síndrome de Down, eu como Síndrome de Down, eu dirijo Síndrome de Down, eu sonho Síndrome de Down”. Esta é a vida de Alberto desde que a filha nasceu, há 17 anos.
 
No começo, ser pai de uma menina com síndrome de down foi um choque. Ele tinha sonhado que Tyche seria, um dia, uma grande matemática. E, como neurocirurgião, já sabia que a síndrome provoca retardo mental, enfraquece o sistema imunológico e pode causar problemas cardíacos.
 
Fazia muitos anos que Alberto e a mulher, Dayse, tentavam ter um filho. Na gravidez anterior, Dayse chegou a fazer um exame pré-natal que detecta alterações genéticas no bebê, como a Síndrome de Down. Mas o teste provocou um aborto.
 
O casal então decidiu que nunca mais faria um exame parecido. Foi quando Dayse ficou grávida de Tyche.
 
“O nascimento dela também foi marcado por uma cesárea de emergência que teve que ser feita porque teve um acidente com anestesia. Existiram muitas coisas que aconteceram durante o nascimento da minha filha que foram traumáticas e que foram muito marcantes”, conta Alberto.
 
Alberto resolveu agir e mudou o rumo da própria carreira. Hoje, ele dedica sua vida para descobrir formas de ajudar pessoas com a mesma condição da filha.

Agora, as pesquisas coordenadas por ele em uma universidade dos Estados Unidos começam a apresentar conclusões empolgantes. Remédios usados para combater o Mal de Alzheimer também podem melhorar a vida de pessoas com a Síndrome de Down.
 
“A síndrome de down, felizmente, estamos começando a mostrar que as coisas podem mudar para melhor”, ele diz.
 
Os primeiros testes foram feitos em ratos, depois com voluntários americanos. Ao todo, 40 adultos durante quatro meses tomaram um medicamento. Depois eles passaram por uma bateria de exames. Foram submetidos a jogos de memória, por exemplo.
 
E o resultado foi um sucesso. “Na história da Síndrome de Down, esse foi o primeiro estudo clínico no qual foi mostrado que uma medicação dada para um indivíduo com Síndrome de Down produziu efeitos positivos de memória que puderam ser medidos em um laboratório como esse que estamos”, explica.
 
Mas para Alberto isso é pouco. Ele foi ao Brasil para tentar buscar 200 portadores da Síndrome que topassem encarar um teste mais amplo. “Na maior parte dos países desenvolvidos pessoas com síndrome de down vivem aproximadamente 60 anos de idade. Eles estão tendo cada vez mais uma presença grande no ambiente de trabalho, na escola, na comunidade e ao mesmo tempo nós estamos dizendo para essas pessoas que elas são importantes. Que elas não são pessoas descartáveis”, diz.
 
Como os três amigos que viajam juntos no filme brasileiro ‘Colegas’, que arrebatou a platéia e ganhou o Kikito, o prêmio máximo do Festival de Gramado deste ano. Nas telas, os personagens vivem momentos de diversão, autoconhecimento e liberdade.
 
Tyche ainda não conseguiu se beneficiar das pesquisas. Ela é menor de idade e, por lei, não pode ser voluntária em nenhum teste de laboratório. Continua a espera. Apenas observando os esforços do pai desde que ela nasceu.
 
“Ele é maravilhoso”, diz.

Veja a reportagem veiculada no Fantástico: CLIQUE AQUI!

29/08/2012

Ator e pedagogo com síndrome de Down relata preconceito e superação



Publicado no G1 
Com informações da BBC Brasil 

Pablo Pineda tornou-se uma celebridade na Espanha. Não só por ser o primeiro portador de síndrome de Down que obteve um diploma universitário na Europa, mas também por atuar como protagonista do filme "Yo, También", de 2009, que narra a história de um agente social que se apaixona por uma colega de trabalho. 

Aos 37 anos, Pineda tem licenciatura em Pedagogia e falta pouco para concluir a segunda graduação, também em um curso de magistério. Seu próximo projeto agora? Conseguir uma carteira de motorista. 

"Quero tirar o documento porque nunca um portador de síndrome de Down foi visto dirigindo. Seria uma conquista muito importante para nós, além de me dar independência", disse Pineda à BBC Mundo, o serviço da BBC em espanhol. 

O ator é um dos rostos mais conhecidos de uma geração de jovens com síndrome de Down que vem rompendo limitações pessoais, profissionais e acadêmicas.

Outro exemplo famoso é o de Karen Gaffney, também formada em pedagogia, que quer se transformar na primeira portadora de síndrome de Down a cruzar a nado os mais de 14 quilômetros do lago Tahoe, nos Estados Unidos.

Além de Pineda e Gaffney, a japonesa Aya Iwamoto, também com a síndrome, ganhou fama ao conquistar um diploma inédito em literatura inglesa. 

Segundo Pineda, não existem pessoas não-capacitadas, mas sim pessoas com "capacidades distintas". Para ele, a sociedade deve evoluir a um estágio de maior pluralidade, em que os portadores de síndrome de Down não sejam tratados como crianças e possam desenvolver suas capacidades e independência desde cedo. Veja a entrevista da BBC:



BBC Mundo: Como você se sente sendo o primeira portador da síndrome de Down que concluiu um curso universitário na Europa?
Pablo Pineda: Acho que estou na linha de frente de uma guerra, o que é inconveniente. É preciso lutar, se meter na sociedade quando o mundo do Down normalmente segue outro caminho. Agora, fui inserido no grupo das pessoas consideradas "normais", enquanto os demais têm suas próprias associações, seus pais, seu pequeno mundo. Não é que eu me sinta ilhado, mas é muito difícil lutar em uma sociedade normatizada – ter uma identidade Down quando o mundo Down funciona de forma paralela. 

BBC: Em que sentido essa divisão é percebida? 
Pineda: Por exemplo, se for a um bar beber um drink. Agora, a reação não é tão frequente, mas antes as pessoas me perguntavam: "Você vai sozinho?". Ou algumas pessoas na rua me pegam pelo braço e me ajudam a atravessar a rua. Ou quando é época de eleições e vou votar, me perguntam "Mas você pode votar?". Acontece também de ir a um restaurante com meus pais e me servirem água em vez de vinho. Em outra ocasião, fui à praia e um grupo de guardas civis veio me perguntar se eu estava bem. "Sim, perfeitamente." São histórias curiosas, mas, como você pode notar, são nessas pequenas atitudes que as pessoas demonstram seus preconceitos.

BBC: Como você conseguiu se formar na universidade?
Pineda: Devo tudo aos meus pais, que foram fundamentais para o meu sucesso, pois há anos eles decidiram que eu seria como o resto dos meus irmãos. Foi assim que tudo começou. Frequentei as mesmas escolas (que meus irmãos), e eles não esperavam que eu chegasse à universidade, mas fizeram de tudo para que eu estivesse sempre em contato com as pessoas. Eu não me dava conta no princípio. Quem lutou por mim foi minha mãe, que foi ao colégio, falou com o diretor. Para eu entrar no instituto, os professores tiveram que fazer uma votação, na qual acabei vencendo. No começo, foi difícil ir à aula dos professores que votaram "não", mas acabei, pouco a pouco, conquistando todos eles.

BBC: Como era sua metodologia de estudo? 
Pineda: Minha resposta vai surpreendê-la. Eu sempre estudo em voz alta, pois aprendo com mais facilidade. Eu leio, falo comigo mesmo e com as pessoas ao meu redor e, assim, entendo. Dou ênfase, faço gráficos, resumos. Não é um sistema só de memória, já que um assunto não é fácil de ser memorizado se não é entendido. Eu o compreendia, o explicava e o "mastigava" bem.

 BBC: Mas quando falei com a Associação Britânica de Síndrome de Down, me disseram que seu caso é pouco comum e ainda é a exceção... 
Pineda: Fico bastante chateado que eles tenham dito isso, porque passam uma mensagem de acomodação, como se não fosse possível avançar mais, como se não fosse possível ajudar essas pessoas. Eu não acredito que isso seja verdade. Sempre digo aos pais que não vejam apenas que obtive um diploma universitário ou fiz um filme. Isso não é importante. O importante é dizer a seus filhos que eles podem e que os pais precisam ensiná-los e estimulá-los. A partir disso, qualquer um pode fazer o que quiser. 

BBC: Que conselho você daria aos pais? 
Pineda: Não sou eu quem deveria dar conselhos, porque neste mundo, e no mundo da síndrome de Down, cada caso é um caso. O que eu diria, em primeiro lugar, é para cada um confiar nas suas possibilidades. A partir daí, deve-se estimular ao máximo que as crianças com Down tentem superar seus limites. 

 BBC: Na sua opinião, qual capacidades as pessoas com Down deveriam aproveitar melhor?
 Pineda: Através da fundação Adecco (que ajuda pessoas com deficiências a encontrar empregos), tratamos de fazer com que os empresários mudem seu "chip" e essas ideias pré-concebidas. Queremos que as pessoas vejam a "deficiência" como uma oportunidade. Eu sempre digo a empresários que pessoas com "deficiência" podem fazer muitas coisas. Temos muito talento quando isso é explorado. Podemos melhorar as empresas com nossa pontualidade, nosso comprometimento. É preciso aproveitar esse talento, não jogá-lo no lixo. 

BBC: E sobre o sistema de educação? O que é preciso mudar?
Pineda: Se fosse para falar sobre isso, eu me estenderia de forma brutal. Esse sistema precisa ser mudado completamente. É necessário que seja um sistema mais rico, mais plural, diverso, uma sociedade com valores melhores, e não encarado como um problema ou defeito. Há tantas coisas a serem mudadas. Mas, em vez disso, preferem nos sustentar, nos mantendo em associações para não haver mudança. 

BBC: Você conseguiu se tornar independente? Quais são seus projetos?
Pineda: Vivo com minha mãe. Meu pai morreu recentemente e estamos os dois sozinhos. A verdade é que viver com os pais tem muitas vantagens. A comodidade de casa, a ausência de responsabilidades, tudo isso faz viver com mais conforto, apesar de, às vezes, nós nos cobrarmos quando é que vamos nos tornar independentes. No entanto, o preço de uma moradia é uma limitação. A crise econômica não ajuda e os planos vão por água abaixo. Sou o único que ficou em casa, pois todos meus irmãos se casaram, têm filhos e, quando eu me tornar independente, minha mãe vai ficar muito sozinha. Nós dois vivemos juntos e nos admiramos muito.