01/10/2010

APAE-DF realiza Fórum do Trabalho da Pessoa com Deficiência

O Museu Nacional de Brasília, localizado no Complexo Cultural da República, foi palco do Fórum do Trabalho da Pessoa com Deficiência nos dias 29 e 30 de setembro de 2010. Mesas e palestras tiveram como tema a realidade da inserção de pessoas com deficiência no mundo do trabalho.

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O evento foi organizado pela APAE-DF com a colaboração de outras entidades e organizações de apoio à pessoa com deficiência. Participaram o Centro Educacional da Audição e Linguagem Ludovico Pavoni – CEAL, o Centro de Ensino Especial de Deficientes Visuais – CEEDV, o Instituto Cultural, Educacional e Profissionalizante de Pessoas com Deficiência do Brasil – ICEP, a Acessibilidade Brasil e a Federação Nacional das APAEs. O Museu Nacional de Brasília cedeu seu auditório para o evento e o Grupo Amaral disponibilizou ônibus para o transporte de alguns aprendizes com deficiência atendidos pelas entidades participantes, incluindo os beneficiários dos quatro núcleos da APAE-DF. Os principais patrocinadores do Fórum foram o banco Bradesco, a empresa Eficiência Brazil e o banco Itaú.

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O primeiro dia do Fórum foi aberto pela presidente da APAE do Distrito Federal, Sra. Maria Helena Alcântara, acompanhada pelos autodefensores da Associação no DF, Haroldo Martin Neto e Franciene Diogo Oliveira. A presidente agradeceu aos colaboradores do evento e ressaltou a origem do evento e sua importância dentro do processo de inserção profissional defendido pelas entidades participantes.

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As boas-vindas foram seguidas de uma linda apresentação artística do grupo Vidança, formado por pessoas com deficiência visual da Biblioteca Braille de Brasília. Os dançarinos agradaram tanto à plateia que foram convidados para voltar no segundo dia do Fórum para encerrar o evento.

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A primeira mesa do dia teve como objetivo apresentar os trabalhos das instituições participantes do Fórum. O CEEDV foi apresentado pela professora Suzana Silva Carvalho, que falou dos atendimentos em favor de pessoas com deficiência visual. A vice-diretora do CEAL, Maria Inês Vieira, falou do trabalho que o centro realiza em benefício de pessoas com deficiência auditiva. O presidente do ICEP-Brasil, Sueid Miranda Leite, apresentou os resultados do instituto na área da inserção profissional de pessoas com deficiência. Por fim, a coordenadora da unidade da APAE-DF de Sobradinho, Ester Toledo, apresentou o trabalho desenvolvido pela APAE em todo o Distrito Federal.

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A primeira palestra do dia foi comandada pela procuradora do Ministério Público do Trabalho, Dra. Maria Aparecida Gugel, que falou sobre o Benefício da Prestação Continuada (BPC) e suas implicâncias no processo de inserção profissional de pessoas com deficiência. À tarde, uma mesa foi aberta para a apresentação de experiências e depoimentos sobre diferentes modalidades de inserção profissional. A mesa foi coordenada pela professora Fabiana Martins, integrante do RH Organizacional da APAE-DF, setor responsável pela colocação e assessoramento profissional das pessoas com deficiência qualificadas pela associação.

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Na área do emprego apoiado, os depoimentos foram da professora Idê Borges e da ex-aprendiz da APAE-DF Juliana Segal Ramos. Elas falaram do projeto de higienização de bens culturais, realizado pela APAE-DF em parceria com a Universidade de Brasília e o Arquivo Nacional. Qualificada pelo projeto, Juliana atua hoje como higienizadora de livros e documentos na Biblioteca da Câmara dos Deputados.

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Na área do trabalho autónomo individual, falaram a coordenadora do Programa de Atendimento Sócio-ocupacional da APAE-DF, Solange Rocha, e a aprendiz Valdecina Bispo, que viabiliza seu sustento com a venda de produtos artesanais. O programa coordenado por Solange favorece pessoa com deficiência intelectual que já não apresentam perfil para ingressar no mercado de trabalho competitivo, seja pela combinação de seus comprometimentos ou por estarem em processo de envelhecimento.

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Também como trabalho autônomo, foi destacada a experiência da cooperativa inclusiva Maria Flor. A presidente voluntária da cooperativa, Raquel Farias, e a cooperada Cláudia Furtado da Silva, falaram sobre o projeto iniciado em 2006 com o apoio da APAE-DF e que viabiliza a geração de trabalho e renda para pessoas com deficiência intelectual e familiares carentes.

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No mercado competitivo aberto, os depoimentos foram da professora Patrícia Raposo, que possui deficiência visual e atua na Universidade de Brasília, e do senhor Marcos Bandeira, que possui deficiência auditiva e trabalha na Secretaria de Transportes do Distrito Federal.

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Para fechar o primeiro dia de Fórum, foi realizada uma mesa com o tema “Políticas Públicas de Educação Profissional e Trabalho para Pessoas com Deficiência”. Participaram o Senhor Rogério Reis, representante do CONADE, do Ministério do Trabalho e Emprego; a senhora Marlene Gotti, representante da Área de Educação Especial do Ministério da Educação; e a senhora Maria de Nazaré Bezerra Oliveira, representante da SETEC – Secretaria de Educação Profissional e Tecnológica do Ministério da Educação. A mesa foi coordenada pela Dra. Sandra Marinho, procuradora jurídica da Federação Nacional das APAEs.

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O segundo dia do Fórum (30/10) foi aberto com a apresentação musical da “Banda Brilho”, formada por integrantes do Centro de Ensino Especial de Deficientes Visuais – CEEDV. Interpretando canções dos Beatles, Jota Quest e Roupa Nova, eles envolveram todo o público. Em seguida, a mestre de cerimônia do Fórum, Wall Ribeiro, integrante do RH Organizacional da APAE-DF, retomou a programação do evento.

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A primeira mesa discutiu o tema “Acessibilidade da Pessoa com Deficiência no Mercado de Trabalho”. Participaram a Diretora de Políticas Temáticas da Secretaria Nacional de Promoção dos Direitos da Pessoa com Deficiência, Ana Paula Crosara de Resende; o presidente da Acessibilidade Brasil, Guilherme Azambuja Lira e o jornalista Antônio Leitão. A mesa foi coordenada pela professora Maraísa Helena Borges, coordenadora Geral Pedagógica da APAE-DF.

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A mesa seguinte reuniu depoimentos de familiares e pessoas com deficiência que já participaram do processo de inclusão no trabalho. A coordenação dos depoimentos foi realizada pela professora Cecília Alecrim, que coordena a área de saúde e bem-estar da APAE do Distrito Federal.

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Durante a mesa, mãe e filha, Maria Pureza e Vivian Pureza, falaram sobre suas experiências e o apoio da APAE-DF na inserção profissional de viviam, que possui deficiência intelectual. Outros jovens qualificados pela APAE-DF também deram seus depoimentos. O destaque foi o aprendiz Dalton que tirou risos do público ao descrever, com bastante humor, suas experiências em diferentes empresas por onde passou até conquistar uma vaga nas lojas Riachuelo.
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Também com mãe e filho, Rita Barros e Tiago Barros falaram de suas experiências. Tiago Barros possui deficiência visual e trabalha no mistério das cidades, aprovado por meio de concurso Público. Afirmou que uma de suas metas é ingressar no Ministério Público para justamente defender os direitos da pessoa com deficiência.

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No período da tarde, o Fórum contou com uma palestra do presidente da Acessibilidade Brasil, Guilherme Lira, sobre as atuais e futuras tendências da tecnologia assistiva em favor da educação e do trabalho de pessoas com deficiência.
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A penúltima mesa do Fórum trouxe como tema a “Dificuldade na Inserção e Permanência da Pessoa com Deficiência no Mercado de Trabalho”. Participaram o presidente do ICEP Brasil Sueid Miranda Leite, a gerente de RH do Hospital Brasília, Mônica Almeida, e o representante da Câmara Americana de Comércio (Amcham), Sérgio Garcia. A coordenação foi da professora Liana Salmeron, integrante da equipe de RH Organizacional da APAE-DF

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A última mesa do Fórum tratou da Importância da Formação Acadêmica e da Qualificação Profissional para a Pessoa com Deficiência no Mercado de Trabalho. Participara a professora da Universidade de Brasília, Sílvia Ester Orrú, o representante do SENAC-DF, Jamir José da Silva, e a diretora da biblioteca da Universidade de Brasília, Sely Maria de Souza Costa. A coordenação da mesa foi da professora Kelly Assunção, coordenadora do Programa Acadêmico da APAE do Distrito Federal.

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O Fórum do Trabalho da Pessoa com Deficiência foi encerrado com uma nova apresentação do grupo Vidança e foi considerado um sucesso por todos os participantes. A expectativa é que o evento se torne tradicional e envolva a cada ano um numero maior de organizações em defesa da inclusão profissional de pessoas com deficiência no Distrito Federal.

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16/09/2010

Caixa Seguros doa alimentos à APAE-DF



Durante os últimos três meses, mais de 200 colaboradores de três diretorias do grupo Caixa Seguros no Distrito Federal viabilizaram a conquista de aproximadamente seis tolenadas de alimentos não perecíveis para entidades beneficentes. A mobilização envolveu o pedido direto de doações, venda de rifas, realização de eventos gastronômicos e colaborações individuais.
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Integrantes do Programa Jovem de expressão, projeto social da Caixa Seguros, fizeram a entrega simbólica das cestas básicas destinadas à APAE-DF no dia 16 de setembro. O diretores da Caixa Seguros, José Lopes Coelho, Alexandre Batista e Ricardo Talamini, participaram da entrega. As coordenadoras financeira e administrativa da APAE/DF, Caroline Vivaldi e Gercilene Ribeiro, representaram a associação. Dez integrantes do grupo Jovem de Expressão de Sobradinho II encerraram a entrega com uma apresentação de break para os aprendizes da entidade.

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Além da APAE-DF, outras entidades como Casa da Marieta (Ceilândia), Lar Jesus Menino (Sobradinho) e Casa de Recuperação Mar Vermelho também receberam as doações.

26/08/2010

Almoço na Apae/DF comemora a marca da solidariedade

Fonte: Correio Braziliense - 26/08/10
Repórter: Mariana Moreira

Pelo décimo quarto ano consecutivo, evento reúne pessoas com deficiência que, por meio de um programa especial reforçado pela ação de voluntários, aprendem a desenvolver suas habilidades e, assim, ingressam no mercado de trabalho

Quem circulou ontem pelo final da W5 Norte na hora do almoço deve ter percebido uma festa animada, regada a comida farta e música dançante, dentro do terreno da Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais do DF (Apae/DF) na 711/911 Norte. Mas somente os convidados puderam se deliciar com o buffet preparado por um dos mais renomados chefes de cozinha da cidade e compartilhar a alegria espontânea dos presentes. A comilança foi o rito de encerramento da Semana Nacional de Pessoas com Deficiência Intelectual e Múltipla, realizada em todas as Apaes do Brasil, de 21 a 28 de agosto.

Ali, celebravam-se as vitórias de quem luta pelos direitos e por uma melhor qualidade de vida dos que possuem algum tipo de deficiência, intelectual ou múltipla. “A situação melhorou nos últimos anos. Devagarinho, a sociedade começa a se conscientizar de que essas pessoas precisam ser incluídas. Somos todos diferentes, mas temos direitos iguais”, destacou a presidenta da Apae/DF, Maria Helena Alcântara de Oliveira.

Mas a inclusão não caiu do céu. Ainda é preciso garantir que cada vez mais pessoas com deficiência sejam incluídas no mercado de trabalho. Essa é a principal missão da organização não governamental, que atualmente conta com 400 alunos em período integral e já inseriu 250 de seus aprendizes no mercado aberto. “O que nós precisamos é que mais empresários nos apoiem. Temos lutado com muita dificuldade”, avaliou Maria Helena. A instituição recebe jovens com mais de 14 anos que tenham deficiência intelectual ou múltipla, o que representa a deficiência intelectual associada a problemas de visão, audição e locomoção, entre outros.

Passo a passo
Antes de mergulhar no mercado, os alunos participam de várias etapas preparatórias, entre elas um exame de orientação vocacional e o desenvolvimento das habilidades profissionais. A avaliação para o trabalho é feita por lá mesmo. Depois das noções básicas, eles assumem postos na cozinha, na lavanderia, na portaria, no departamento de xerox, na limpeza, em serviços bancários e no atendimento ao público das unidades em que são aprendizes. Só depois de se sentirem preparados é que podem se candidatar a posições em empresas reais.

Além de uma oportunidade no mercado aberto, a instituição está investindo em uma modalidade de trabalho comum nos Estados Unidos: o emprego competitivo apoiado (1). Um grupo de alunos é contratado para uma função e, enquanto desempenha as atividades, conta com o apoio constante de um monitor. A Apae já tem 12 jovens atuando dessa forma na Câmara dos Deputados e negocia a contratação de mais 12, para trabalharem no Senado Federal. “Os órgãos repassam o dinheiro, mas somos nós que os contratamos, com carteira assinada e todos os direitos trabalhistas”, assegurou a presidenta da instituição. O pagamento varia de acordo com o contrato: oscila de um salário mínimo a cerca de R$ 800. No período em que são aprendizes, na própria sede do órgão, eles não recebem nada.

O cardápio da festança que homenageou os alunos incluía salada variada, lasanha, arroz, feijão, dois tipos de carne e sorvete de sobremesa, e foi elaborado, pela 14ª vez seguida, pelo chefe Dudu Camargo. Uma amiga era voluntária da instituição e o aproximou dos alunos. O primeiro banquete foi servido para 50 inscritos nas oficinas, mas Camargo foi ganhando intimidade e o mimo gastronômico para os alunos já virou tradição. “O almoço é um ritual de transferência de carinho, eles curtem muito e os professores contam que esperam por esse dia”, comentou. A animação é tanta que ele faz questão de preparar todos os pratos. “Fiz de tudo, desde picar pepino. Passei a tarde inteira de terça-feira na cozinha.”

Diante da longa fila que se formou para provar os quitutes, o chefe servia porções generosas e conversava animadamente com os comensais — e todos o chamam pelo nome. Mas a adesão de Dudu Camargo não parou por aí. Com a convivência, ele foi percebendo o potencial desses jovens para o trabalho, e hoje nove ex-alunos da Apae são funcionários de seus restaurantes e bares. “É impressionante o quanto eles se doam, aprendem e respeitam os outros membros da equipe. Nos ensinam em simplicidade e honestidade, além de serem puros como as crianças”, elogiou.

Lição de vida
Um dos pupilos da associação a conquistar espaço em uma das casas de Dudu é Daniel Barbosa de Sousa, 22 anos. Com deficiência intelectual moderada, ele aprendeu os primeiros segredos de uma cozinha na instituição. No começo, garantiu ter dificuldades com algumas tarefas, como lavar louça, limpar o chão e ajudar no preparo da comida. Mas depois tomou gosto pela coisa e até sonha com incursões mais complexas pelo mundo da culinária. “Depois de aprender a lavar louça, passei a gostar muito de limpeza. Hoje faxino a casa toda, com a ajuda da minha irmã. Mas queria mesmo era ser chefe de cozinha um dia”, contou.

Ana Mônica Falcão, 33 anos, também saiu direto dos bancos escolares da Apae, pela deficiência intelectual leve e por uma malformação congênita em uma das pernas, para o sonhado trabalho remunerado. Ela, porém, atuou atrás do balcão de uma grande rede de fast food antes de cair nas graças do chefe. Nos tempos de aprendiz, começou como office girl, mas atualmente se divide entre as funções de copeira, auxiliar de serviços gerais e garçonete. Consciente, ela sabe que a realidade de quem aprende nas oficinas é diversa da de quem precisa enfrentar clientes e patrões de verdade. “Na Apae, todo mundo passa a mão na cabeça, mas fora a gente tem que fazer tudo direito. Não me preocupo, já peguei a prática”, comemora.

Prática que a aluna Daiane Rodrigues, 27 anos e há um frequentando as oficinas, pretende conquistar. Mas os efeitos do investimento já a deixam toda orgulhosa. “Antes era meio tímida, mas agora aprendi a falar com as pessoas”, destaca a jovem, que já atuou na lavanderia e agora é responsável pelo serviço administrativo, como atender telefones, anotar recados e ajudar nos serviços variados. “Quero ser vendedora de loja, principalmente se for um armarinho. Gosto muito de arrumação”, confidencia. Se seguir o exemplo dos colegas, Daiane pode arregaçar as mangas, pois as oportunidades virão.

1 - Programa de apoio
A Lei nº 8.213, de 1991, determina que as empresas com 100 ou mais funcionários são obrigadas a preencher de 2% e 5% de seus cargos com beneficiários reabilitados ou pessoas portadoras de deficiência, na seguinte proporção: nas empresas com até 200 empregados, as categorias citadas na lei devem corresponder a 2% do total. Se houver entre 201 e 500 contratados, o percentual sobe para 3%. Caso o contingente de funcionários fique entre 501 e mil, 4% deles devem corresponder a reabilitados ou portadores de deficiência. No caso de companhia com equipe superior a mil membros, 5% deles devem atender a esses critérios.

Colabore com a Apae

As doações de empresas podem ser deduzidas do imposto de renda até o limite de 2% do lucro operacional da pessoa jurídica (antes de computada a dedução. Quem quiser fazer doações constantes, via débito em conta, pode entrar na página da instituição, preencher uma ficha e entregar em uma das quatro unidades. A instituição também pode buscar fichas. Os pedidos devem ser feitos pelo telefone 2101-0452. Os endereços para entrega são SGAN 711/911 Norte – Conjunto E, no Plano Piloto; EQNN 6/8 – Área Especial, em Ceilândia; QE 38, Área Especial, no Guará II; Quadra 9 – SAI 08, Lotes A e B, em Sobradinho. A Apae/DF realiza oficinas de pré-profissionalização, e qualquer material didático é sempre bem-vindo. Para fazer doações, entre em contato com a coordenação administrativa, pelo telefone 2101-0457. Para fazer trabalho voluntário, não é preciso nenhum conhecimento específico. Os interessados podem preencher ficha disponível na página eletrônica da instituição (www.apaedf.org.br).

As doações em dinheiro podem ser depositadas nas contas abaixo:
Bradesco – Agência 606 –
Conta-corrente: 173625-6
Banco do Brasil – Agência 1236-X –
Conta Corrente: 40249-4

20/08/2010

APAE-DF comemora 46 anos de fundação

Aprendizes e familiares dos quatro núcleos de atendimento da Associação se reuniram num grande café da manhã para comemorar o aniversário de 46 anos de fundação da APAE/DF e dos 21 anos do início do Programa de Educação Profissional e Trabalho da entidade. Professores, instrutores, funcionários e aprendizes se organizaram para preparar o espaço do evento na sede da instituição. A manhã especial contou com a presença de atuais e antigos colaboradores, sorteio de brindes e apresentação musical de alunos da instituição.
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Foi em 20 de agosto de 1964, numa sala do gabinete de psicologia da Secretaria de Educação do Distrito Federal, que a APAE de Brasília foi fundada, nome que logo depois foi modificado para APAE do Distrito Federal por questões normativas do Movimento Apaeano. O evento reuniu pais de pessoas com deficiência intelectual e professores.

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Naquela data, foi nomeada uma diretoria provisória para organizar os trabalhos da associação na cidade, tendo como presidente a Sra. Dalila de Castro Lacerda, esposa do então Ministro da Educação Flávio Suplicy de Lacerda. Como presidente de honra da associação foi escolhida a Sra. Helena Antipoff (à esquerda), psicóloga e pesquisadora russa, pioneira na introdução da educação especial no Brasil e fundadora da primeira sociedade Pestalozzi. No dia da fundação da APAE de Brasília, Antipoff chegava à cidade para as comemorações da Semana do Excepcional, hoje chamada de Semana Nacional da Pessoa com Deficiência Intelectual e Múltipla.

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Durante 25 anos, a APAE/DF atuou realizando palestras especiais e reuniões entre familiares, para a troca de experiências e ajuda mútua em benefício dos filhos com deficiência. Os associados também se uniram para conquistar o terreno e os recursos para a construção da futura sede na Asa Norte. Nas antigas atas da associação, também há registros de um coordenador de educação física. A associação, nesse período, já realizava alguns atendimentos às pessoas com deficiência esporadicamente.

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No entanto, foi apenas em 1989 que a APAE/DF iniciou seu Programa de Educação Profissional e Trabalho. A proposta partiu de algumas professoras do ensino especial, que identificavam essa carência na região. Entre as pioneiras do programa estava a professora Maria Helena Alcântara de Oliveira, atual presidente da Associação. Não há registros sobre o dia exato do lançamento do programa ou do primeiro dia de aula. Por isso, simbolicamente, também se usa o dia 20 de agosto para comemorar o aniversário do programa. Desse modo, a APAE/DF também comemora 21 anos de educação profissional e inclusão de seus aprendizes no mundo do trabalho.

19/08/2010

Média salarial do trabalhador com deficiência é superior à média geral

Diferencial está na remuneração dos trabalhadores reabilitados, deficientes auditivos e físicos.

Brasília - Em 2009, o rendimento médio das pessoas com deficiência (R$ 1.670,46) foi superior à média de rendimento geral (R$ 1.595,22). O diferencial está na remuneração média dos trabalhadores reabilitados (R$ 1.866,29), com deficiência auditiva (R$ 1.765,20) e com deficiência física (R$ 1.680,98). Os assalariados com deficiência mental recebem os menores rendimentos (R$ 713,91). Os dados são da Relação Anual de Informações Sociais (Rais) 2009.

Os trabalhadores com deficiência auditiva apresentaram a maior diferença (58,3%) entre os rendimentos recebidos, segundo o gênero (R$ 2.048,25 para os homens e R$ 1.194,03 para as mulheres). Entre as pessoas com as demais deficiências, a disparidade entre os rendimentos médios recebidos por ambos os gêneros, foi menor, variando de 74,8% para os deficientes físicos a 87,2% para os assalariados com deficiência mental.

Do total de 41.207.546 milhões de vínculos trabalhistas ativos, registrados em 31 de dezembro de 2009, as pessoas declaradas com deficiência eram 288.593 mil (0,7% do total). Sendo que destas, as com deficiência física representavam (54.68%), auditiva (22,74%); visual (4,99%); mental (4,55%); múltiplas (1,21%) e reabilitados, (11,84%).

Escolaridade - Do total de 288.593 trabalhadores com deficiência, em 31 de dezembro do ano passado, 110.117 tinham Ensino Médio completo; 40.890l a oitava série completa do Ensino Fundamental; 32.663, ensino Superior Completo. Os trabalhadores com deficiência, analfabetos, eram apenas 3.007.

Gênero - Considerando-se o gênero, os homens tiveram uma maior representatividade em todos os tipos de deficiência, em relação à inserção no mercado de trabalho formal, no ano passado (65,57%), aumento de 64,32% em relação a 2008. Aqueles com deficiência física representavam (63,91%); com deficiência auditiva (66,78%); visual (65,21%); mental (72,86%); e múltiplas (69,74%).

Fonte: Assessoria de Imprensa do TEM (10/08/2010)

17/08/2010

Núcleo de Sobradinho realiza Feijoada Beneficente

A unidade da APAE-DF de Sobradinho realizou sua festa da família no último dia 14 de agosto. Foi oferecida uma feijoada beneficente que reuniu aprendizes, pais, mães, irmãos e demais familiares dos beneficiários da instituição. Além da feijoada, o núcleo também disponibilizou estandes para a venda de produtos realizados no próprio núcleo, como itens de artesanato, licores especiais e plantas ornamentais.

O evento contou com a animação da dupla sertaneja João Elói e Augusto, que cantou clássicos da música caipira e atendeu aos pedidos dos participantes. Os aprendizes da instituição deram um show à parte, dançando ao som dos cantores.

O evento foi organizado pela equipe de Sobradinho, coordenada pela Professora Ester Toledo, e contou com os apoios da coordenação administrativa geral da APAE/DF, da equipe de som de Clauder e Eduardo, dos pais dos alunos, voluntários, professores, instrutores, diretoria e outros colaboradores da instituição.

Os recursos adquiridos com o evento serão utilizados na manutenção do próprio núcleo da APAE/DF na cidade, que atende cerca de 60 aprendizes atualmente.

06/08/2010

APAE-DF inaugura nova oficina de recepção

A APAE do Distrito Federal inaugurou no último dia 06/08 a sua nova guarita de recepção, que também funcionará como mais um espaço de iniciação profissional de seus aprendizes com deficiência. A obra foi financiada pela Cast, empresa de tecnologia da informação, que ofereceu uma série de doações à APAE/DF por intermediação do Ministério Público do Trabalho do Distrito Federal.

Além da Guarita, a APAE/DF recebeu da mesma empresa um automóvel Fiorino 0 km, o isolamento acústico da sala utilizada pelo serviço de teledoações, alguns computadores, impressoras, projetores multimídia e uma filmadora.


A nova guarita, além de um espaço de formação profissional, ampliará a segurança da instituição, pois possui sistema de catracas com identificação de digitais. Todos os visitantes e frequentadores da entidade passarão a ser cadastrados num sistema e precisarão ter suas digitais reconhecidas para poder entrar na entidade.


O presidente da Cast, Sr. José Calazans da Rocha, além de outros representantes da empresa, funcionários da associação, aprendizes e familiares da APAE/DF, estiveram na inauguração. “Sem dúvida, o trabalho da instituição será fortalecido com as doações e com essa nova parceria”, disse a presidente da APAE/DF, Maria Helena Alcântara.